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Os responsáveis por equipamentos de maior risco para a infeção por legionella vão ser obrigados a registo, a ter planos de prevenção e ser sujeitos a auditorias trienais, segundo legislação aprovada ontem em Conselho de Ministros.

A proposta de lei que estabelece o regime de prevenção e controlo da doença dos legionários, provocada pela bactéria legionella, propõe à Assembleia da República “um regime próprio que estabelece um conjunto de procedimentos relativos à instalação, ao uso e à manutenção de redes, sistemas e equipamentos nos quais a legionella é capaz de proliferar e disseminar”.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros, “os responsáveis por equipamentos de maior risco (torres de arrefecimento, equipamentos industriais de utilização intensiva que usem água, etc.) ficam sujeitos a obrigações de registo, planos de prevenção e auditorias trienais”. E prossegue: “Para os equipamentos de menor risco (piscinas, termas, fontes, redes prediais de água quente, etc.), há obrigações atenuadas: planos de prevenção ou apenas manutenção/limpeza”.

Nos últimos meses registaram-se dois surtos de legionella. O primeiro ocorreu em novembro do ano passado e atingiu o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, infetando 59 pessoas e causando cinco mortos. No final de janeiro, um surto desta bactéria foi detetado no hospital CUF Descobertas, infetando 15 pessoas.

A bactéria legionella é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias. A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

FONTE: Jornal Médico

Saiba os cuidados acrescidos que deve ter para evitar este problema

Provocada pela ingestão de alimentos contaminados, a melhor forma de evitar uma intoxicação alimentar é aprumar-se na higiene das mãos e dos utensílios de cozinha.

Trata-se de um envenenamento provocado por produtos químicos, microrganismos ou parasitas através de alimentos contaminados.

O grau de intoxicação é, habitualmente, mais grave em crianças, idosos e grávidas.

Causas

Má higiene no manuseamento de alimentos, produtos mal embalados, problemas na cadeia de frio em alimentos congelados e elaboração incorreta (alimentos que permanecem crus ou mal cozinhados). São algumas das principais causas deste problema.

Sintomas

Vómitos, diarreias, febre, dores de estômago, dores musculares e problemas de mobilidade são os sintomas mais comuns.

Tratamento

Nos casos menos graves, a recuperação é feita com repouso e compensação da desidratação provocada pela diarreia e pelos vómitos. Recomenda-se a ingestão de muitos líquidos (água, sumos e caldos), evitando o leite e as bebidas com cafeína, e não ingerir alimentos sólidos até à remissão da diarreia. De qualquer modo, é sempre aconselhável procurar um médico.

Intoxicação grave

Quando a intoxicação é provocada pela ingestão de toxinas provenientes de cogumelos, peixes ou mariscos, deve-se acudir imediatamente às urgências para evitar um desenlace fatal.

Recomendações

Eis algumas medidas que ajudam a prevenir intoxicações:

– Lave bem as mãos e os utensílios antes de cozinhar.

– Não coloque a comida cozinhada no mesmo prato em que esteve crua.

– Não ingira alimentos com a embalagem deteriorada ou deformada.

O período mais crítico

Entre uma a 48 horas. Este é o tempo que vai desde a ingestão do alimento contaminado até surgirem os sintomas iniciais da intoxicação.

FONTE: SAPO LifeStyle

A lei atual impõe como limite máximo de sal no pão 1,4 gramas por cada 100 gramas. O objetivo da proposta, anunciada pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde, é reduzir essa quantidade a um grama de sal.

As padarias que vendam pão com um grama de sal por 100 gramas de pão antes de 2021 vão ter um selo de qualidade que atesta o cumprimento deste “objetivo ambicioso”, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

Segundo Fernando Araújo, a medida está a ser analisada com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a indústria da panificação que tem mostrado “uma grande abertura” para produzir pão com menos sal.

A lei atual impõe como limite máximo de sal no pão 1,4 gramas por cada 100 gramas de produto, enquanto “países como Inglaterra já estão em um grama”, disse.

Fernando Araújo recordou que Portugal tem um terço de pessoas hipertensas e as mais elevadas taxas europeias de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

“É necessário fazer alguma coisa”, sublinhou em entrevista à agência Lusa.

O acordo firmado com a indústria da panificação estabelece que até 2021 será reduzida a quantidade de sal no pão, até atingir um grama de sal por 100 gramas de produto.

Trata-se de “uma meta a quatro anos, ao fim dos quais será reduzido 30% do sal no pão”, destacou.

O acordo vai agora ser transformado em lei e caberá ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) realizar “um plano de amostragem anual às padarias de todo o país” para averiguar se a lei será cumprida.

“A indústria da panificação mostrou uma grande abertura para reformular a forma de produzir os pães, incluindo os tradicionais que estão excluídos da lei atual”, disse.

Segundo Fernando Araújo, as padarias que atinjam antes de 2021 o objetivo definido para essa data — um grama de sal por 100 gramas de pão — terá um selo de qualidade que poderá usar de forma visível no estabelecimento.

Esse selo deverá atestar que essa padaria cumpre “o objetivo ambicioso de 2021”.

FONTE: Expresso

O que não deve fazer, quando cozinha, de forma a prevenir intoxicações alimentares provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados química ou microbiologicamente.

a maioria dos casos, as intoxicações alimentares são causadas por microrganismos patogénicos que se multiplicam e/ou produzem toxinas no alimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que as intoxicações causadas por água ou alimentos contaminados sejam responsáveis por cerca de 2 milhões de mortes por ano. As crianças, os idosos e os doentes crónicos são os mais vulneráveis a este tipo de infeções.

A sintomatologia resultante destas intoxicações depende, entre outros fatores, do microrganismo que a origina, sendo os sintomas mais frequentes as dores de estômago, vómitos e diarreia. Estes podem ser desencadeados de forma rápida, logo após a ingestão do alimento ou demorar dias ou semanas a surgir. Na generalidade, a sintomatologia surge 24 a 72 horas após a ingestão do alimento.

Em seguida, listamos os principais erros que fazemos ao cozinhar e que podem ter como consequência uma intoxicação alimentar.

Erro#1 Higiene insuficiente dos utensílios e das superfícies;

Erro#2 Não separar os alimentos crus dos cozinhados;

Erro#3 Utilizar os mesmos utensílios para os alimentos crus e para os alimentos cozinhados;

Erro#4 Não cozinhar bem os alimentos;

Erro#5 Não desinfetar os alimentos que vão ser consumidos crus;

Erro#6 Não manter os alimentos a temperaturas adequadas;

Erro #7 Não guardar as sobras das refeições no frigorífico;

Erro #8 Beber água que não é potável;

Erro #9 Utilizar matérias-primas não seguras;

Erro #10 Comer, fumar, tossir ou espirrar enquanto se cozinha.

Como prevenir as intoxicações alimentares

Segundo a Direcção-Geral da Saúde, as principais regras para prevenir as intoxicações alimentares são as seguintes:

 Manter a limpeza dos utensílios e superfícies;

– Manter alimentos crus separados de alimentos cozinhados e utilizar utensílios diferentes para ambos;

– Cozinhar bem os alimentos, em especial os ovos e a carne de frango;Desinfetar bem os alimentos a consumir em cru, como saladas e fruta;

 Manter os alimentos a temperaturas seguras, conservando sempre as sobras no frigorífico;

 Utilizar água e matérias-primas seguras;

– Não comer ou fumar e evitar espirrar ou tossir quando manipula alimentos;

 O estado de saúde e higiene pessoal são também aspetos que devem ser garantidos a fim de evitar intoxicações alimentares.

Deve haver especial cuidado durante os meses de verão, uma vez que temperaturas elevadas favorecem a multiplicação dos micro-organismos presentes nos alimentos.

FONTE: SAPO LifeStyle